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Distrito - Concelho de Gouveia
Informações geográficas
Situa-se
na vertente norte da Serra da Estrela, a 700m de altitude.
Sede de um concelho com cerca de 300 km2 e 22 freguesias
onde vivem 18000 pessoas, integra uma das mais antigas áreas
protegidas do país - o parque Natural da Serra da Estrela.
Dista 40 km da Guarda, 90 km da fronteira de Vilar Formoso,
35 km de Viseu e 110 km de Coimbra.
Informações Económicas
Desde
sempre Gouveia se revelou um vigoroso centro económico da
região serrana. Os censos de 1991 revelam a seguinte distribuição
da sua população activa: 45,7% ligado à indústria, 17,2% na
agricultura e pecuária e 37% no sector terciário. Como actividades
principais destacam-se:
- vitivinicultura (com duas adegas cooperativas em laboração
e vários particulares a produzirem o conceituado vinho do
Dão, em cuja Região Demarcada se integra),
- a ovinicultura (com consequente produção do afamado «queijo
da serra»),
- silvicultura,
- os téxteis,
- lanificios,
- a construção civil,
- a extracção de granito e águas de mesa,
- o turismo, actividade em grande crescimento, visto ser
Gouveia a porta de entrada priveligiada para a mais importante
zona de montanha do país - a Serra da Estrela.
Informações Históricas
Diz a tradição terem sido os Túrdulos, uma tribo do norte
do Tejo, os fundadores de Gouveia, o ano de 850 a.C. Ao longo
dos tempos foi sucessivamente ocupada por Romanos, Árabes
e Judeus, que aqui deixaram as marcas indeléveis da sua presença,
a testando a sua antiguidade. Por todo o concelho se encontram
ancestrais vestígios: monumentos megalicticos, calçadas e
pontes romanas, os «picanços», árabes, as lendas...
Fernando Magno, Rei de Leão e Castela, reconquistou-a aos
mouros, em 1038. Foi contada de D. Teresa, mãe de D. Afonso
Henriques. Em 1186,mercê das escaramuças entre árabes e cristãos,
Gouveia encontra-se praticamente desabitada e em ruínas. Neste
ano, D. Sancho I concedeu-lhe Foral para o seu repovoamento
e desenvolvimento. D. Afonso II confirma-lhe os privilégios
em 1217. Em 1510, D. Manuel I concedeu-lhe Foral Novo.
Gouveia foi pertença da Casa de Aveiro, por intermédio de
D. Manrique da Silva, feito Marquês de Gouveia por Filipe
III, para mais tarde incorporar o património da Coroa, após
a condenação do Duque de Aveiro, na sequência do atentado
ao rei D. José.
Durante as Invasões Francesas, Gouveia foi importante centro
hospitalar no apoio às tropas anglo-lusas.
Os recursos lúdricos foram o motor do florescimento da indústria
têxtil, em finais de século XIX, e consequente desenvolvimento
urbano.
Duramente penalizada com a forte corrente emigratória dos
anos 60-70, encontra-se, actualmente, em fase de crescimento
e grande confiança no Futuro
Informações Turísticas
Gouveia é aliciante para quem a visita.
Aglomerado de grande beleza monumental, de características
serranas bem preservadas, a cidade agrada pelo seu arrumo
urbanístico a que se juntam frondosos espaços verdes e jardins,
a justificarem o merecido atributo de Cidade Jardim.
A Serra, envolvendo a cidade, proporciona sempre imagens e
locais de sonho: a Cabeça do Velho ou a Pedra do Equilibrio,
conjuntos rochosos que a Natureza esculpiu, o Mondeguinho
(nascente do Mondego, o maior rio Português), os Casais de
Folgosinho com a típicidade peculiar das antigas formas de
vida comunitária.
Pelas encostas e planaltos é normal, ainda, depararmos com
a imagem típica do Pastor apascentando o seu rebanho de ovelhas,
acompanhando pelo imprescindível e dedicado cão, o possante
Serra da estrela, canino de características únicas, exclusivo
da Região.
Gouveia é detentora de um significativo património multissecular,
que atesta bem a sua importância histórica. Desde as simples
casas tradicionais, exemplares da singela arquitectura popular,
até à monumentalidade de muitas construções e edifícios, a
oferta é variada.
Poderá visitar, na cidade, a Casa da Torre (Monumento Nacional)
erguida em granito e de onde sobressai uma singular e admirável
janela de estilo manuelino; o Solar dos Serpa Pimentel, pertencente
aos Marqueses de Gouveia, onde hoje funciona a Biblioteca
Municipal Vergílio Ferreira; o edifício dos Paços do Concelho,
construção imponente que foi Colégio dos Jesuitas; o Solar
dos Condes de Vinhó e Almedina, recuperado e remodelado como
Museu Municipal Abel Manta, Museus de Arte Sacra e Etnográfica;
diversas Igrejas, como a Matriz de S. Pedro, da Misericórdia,
de S. Julião, a Capela do Senhor do Calvário, local da mais
importante romaria da região, entre outras.
No perimetro sul da cidade deparamos com o Convento do Espírito
Santo, soberba construção de granito que serviu à Ordem dos
Templários, a quem se atribui a sua fundação ainda no século
XII.
Fora da cidade, não deixe de visitar Melo, pequena aldeia
- museu, berço de Virgílio Ferreira, a Igreja do antigo Convento
da Madre de Deus e o seu Museu de Arte Sacra, em vinhó, ou
o Dólmen de Rio Torto.
Intimamente ligado ao meio, o artesanato, local é indicador
do modo de ser serrano. Relevo para a produção artesanal do
Queijo da Serra, «o melhor queijo do mundo». Também o delicioso
Mel. Arte verdadeira, com a transformação das mais variadas
matérias: camisolas e casacos de pastor, chinelos de trapos,
tecelagem, bordados e mantas de farrapos, tanoaria e manofactura
em madeira, peças que, com mestria e amor, as mãos vão secularmente
criando.
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