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Distrito - Concelho de Pinhel

Identificação

Brasão de PinhelCâmara Municipal de Pinhel
Endereço: Rua Silva Gouveia, nº 1
Telefone: +351 271 410 000
Fax: +351 271 413 388

Executivo

Presidente:

  • Capitão António Miranda Cavalheiro

Mapa do Distrito da Guarda - Concelho de PinhelVereadores:

  • António Luis Monteiro Ruas
  • Alberto Manuel Guilhoto Machado
  • Francisco José Morais Monteiro
  • José Vital Tomé Saraiva
  • Margarida Isabel Sabino
  • Vitor Manuel Santos Silva

Informações Históricas

A origem de Pinhel é atribuída aos vetões ou Túrdulos (500 a.c.). Certezas, de momento, não existem quanto a este aspecto.

É durante o período medieval que esta região e, particularmente, a então Vila de Pinhel assumem uma importância relevante no contexto nacional. A proximidade geográfica com o reino de Leão e Castela colocou Pinhel como fulcro de um sistema fortificado mais abrangente, na medida em que esta vila era, até à assinatura do Tratado de Alcanizes, uma das praças mais avançadas do Reino na Beira Alta.

Desde muito cedo que Pinhel foi dotada de uma autonomia administrativa. O primeiro foral foi dado em 1191 pelo Prior e Irmãos da Ermida de S.ta Maria de Riba Paiva.

A acção de D. Sancho I, no campo da Administração Pública, visando o incremento da vida municipal e o fomento económico da região associada às preocupações de defesa fizeram com que Pinhel aparecesse, desde 1197, com funções de organização jurídica e defesa militar. O próprio D. Sancho I atribui a Pinhel o foral de 1209, que é confirmado pelos sucessores.

Não temendo mais os muçulmanos, D. Dinis procurou consolidar as fronteiras com o reino vizinho. Conjuntamente com a reedificação dos castelos de Almeida, Castelo Bom, Castelo Mando, Castelo Rodrigo e Sabugal, assiste-se à reedificação do Castelo de Pinhel, que apesar de recuado, face à nova fronteira, foi por ele tido como de grande valor. Deve-se a este monarca a construção da cintura da muralha existente. Articulada por seis torres, aberta em seis portas – Vila, Santiago, S. João, Marrocos, Alvacar e Marialva – tornava-se uma poderosa cidadela. Erguem-se, hoje, isoladas, duas torres do mesmo período. A denominada Torre Norte apresenta alterações estruturais ocorridas durante o reinado de D. Manuel I. A janela virada a Sul, que ilumina um salão abobadado, é um bom testemunho dessa intervenção.

D. Manuel reafirma os privilégios de Vila realenga, que vinham de 3 de Abril de 1385, ao determinar que Pinhel jamais seria doada a nobres ou dignitários.

No reinado de D. José I, as Vilas de Aveiro, Penafiel, Castelo Branco e Pinhel (esta a 25 de Agosto de 1770), são elevadas à categoria de cidade episcopal. Esta elevação correspondeu à vontade do monarca em fundar novos bispados, dado que, à excepção de Aveiro, nenhuma delas apresentava estruturas que justificassem essa promoção.

Durante os séculos XVII e XVIII surgem, em Pinhel, casas senhoriais que "denunciam" uma época áurea desta povoação.

As políticas dos governos setembristas, pouco dadas à aristocracia, a par dos fracos rendimentos de algumas diocese, fizeram com que a Santa Sé não nomeasse bispos substitutos, à medida que os seus titulares morriam ou deixavam de exercer o seu munus. Assim aconteceu com o bispado de Pinhel, que teve como último bispo D. Leandro de Sousa Brandão. A bula papal de Leão XIII, de 30 de Setembro de 1881, estabeleceu a extinção "para sempre" da diocese de Pinhel, Aveiro, Castelo Branco e Leiria.

Como resultado das transformações verificadas ao longo dos tempos e de condicionalismos naturais, Pinhel apresenta-se hoje como uma cidade pequena, epicentro de um concelho essencialmente rural, onde predomina a cultura da vinha, mas rico em património arqueológico, arquitectónico e natural que honra a cidade e as suas gentes.

Informações Úteis

  • GNR – 271 413 210
  • Bombeiros – 271 412 211
  • Hospital – 271 413 413
  • Posto de Turismo – 271 410 000 / 411 514
  • Museu – 271 410 000
  • Biblioteca Municipal – 271 410 000

As informações presentes são de inteira responsabilidade das autarquías.

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