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Distrito - Concelho de Fornos de Algodres
Informações Turísticas
Fornos
de Algodres situa-se numa encosta virada ao vasto horizonte por
onde passa o idílico vale do Mondego e que avança
até às alturas da Serra da Estrela. Para norte eleva-se
o planalto de Algodres, recortado a leste pela Ribeira de Muxagata
e a oeste pela ribeira de Carapito.
Pelo planalto há dólmens rodeados por terras de centeio,
de batata e belos prados percorridos por rebanhos de ovelhas bordaleiras.
Nos cumes dormem os Deuses Lusitanos e imponentes penedos de granito,
arredondados ao vento e aos séculos. Alguns serviram de abrigo
e refúgio a civilizações castrejas há
mais de cinco mil anos.
No início da nacionalidade as Terras de Algodres eram reguengos
da Coroa e abrangiam cinco concelhos (Algodres, Figueiró
da Granja, Infias, Matança e Casais do Monte) que foram extintos
em 1836 e englobados no actual concelho de Fornos de Algodres.
O concelho de Algodres recebeu o primeiro foral de D. Sancho I,
no ano de 1200, exercendo e alargando a sua esfera de influência
e supremacia sobre os restantes concelhos durante vários
anos. A 6 de Março de 1311 viria a receber novo foral de
D. Dinis e, posteriormente, em 20 de Maio de 1514 de D. Manuel I,
sendo estes forais igualmente concedidos a Fornos.
Fornos tomou o designativo de Algodres, dando continuidade aos foros
e tradições herdadas.
Situado entre os concelhos de Trancoso, Celorico da Beira (a nascente),
Aguiar da Beira (a norte), Gouveia (a sul), Penalva do Castelo e
Mangualde (a poente), o concelho de Fornos de Algodres distingue-se
por possuir um vasto património histórico-cultural
legado por sucessivas épocas e civilizações
que ocuparam o seu território.
Desse património destacam-se os Dólmens, os Castros
e outros povoados pré-históricos, como a Fraga da
Pena; as Necrópoles medievais; as calçadas, as pontes
romanas, os pelourinhos, oferecendo um conjunto diversificado de
testemunhos do passado a que se junta uma arquitectura rural de
várias épocas onde palacetes dos séculos XVII
e XVIII, se misturam com o casario típico e alguns monumentos
religiosos de grande interesse histórico.
A este quadro se associam outras potencialidades que enriquecem
grandemente o património concelhio:
- Os recursos naturais, designadamente a sua excelente paisagem
natural com montes agrestes e vales profundos proporcionando panoramas
e perspectivas de rara beleza com ambientes de sossego e tranquilidade
e ao mesmo tempo de aventura e descoberta;
- Um clima particularmente pluvioso no Inverno oferecendo temperaturas
baixas responsáveis pelo aparecimento de extensos mantos
de neve contrastando com Verões quentes e cheios de sol.
- O“temperamento” (hospitalidade e simpatia) das
suas gentes;
- O folclore das suas festas e romarias, as tradições
culturais;
- A riqueza da sua gastronomia com prazeres e sabores únicos
experimentados particularmente nos enchidos e no afamado queijo
da serra;
- O artesanato (olaria, tamancaria, latoaria, cestaria, rendas
e bordados) comercializado nos Postos de Vendas e nas feiras que
se realizam quinzenalmente em Fornos de Algodres.
- Fornos de Algodres tem na agricultura (batata, centeio, culturas
forrageiras videira, oliveira), na floresta (madeira em toros
e para pasta e extracção de resina e pinheiro) e
na pecuária (gado ovino e caprino) as suas grandes fontes
de riqueza.
A intervenção do Município tem tido como objectivo
central assegurar para a sua população, composta por
5 469 habitantes, um quadro de vida agradável, com acesso
aos benefícios que o progresso tem vindo a pôr à
disposição da sociedade nos países da comunidade
europeia.
Algumas personalidades naturais do concelho:
- António Bernardo da Costa Cabral, nascido a 9 de Maio
de 1803, em Algodres. Advogado, político liberal e Grão-Mestre
da Maçonaria em 1814, A.B. Costa Cabral marcou a história
portuguesa pelo governo que liderou durante 4 anos e pelas reformas
do Código Administrativo (1842).
- António Menano, nascido a 5 de Maio de 1895, em Fornos
de Algodres. Notabilizou-se pelo timbre inimitável e único
da sua voz, tendo sido reconhecido como o grande renovador do
Fado Coimbrão, servindo de “Mestre” aos seus
companheiros e às gerações futuras.
- Área do concelho: 131 Km2
Concelho
com 16 freguesias e 12 povoações anexas:
Algodres (Furtado e Rancosinho) •Casal Vasco (Ramirão)
•Cortiçô • Figueiró da Granja •
Fornos de Algodres (Ponte Nova) • Fuinhas (Corujeira) •Infias
• Juncais (Cadoiço) • Maceira • Matança
(Fonte Fria e Forcadas) • Muxagata • Queiriz (Barreiras,
Casal do Monte e Aveleiras) • Sobral Pichorro (Mata) •
Vila Chã • Vila Ruiva• Vila Soeiro do Chão,
num total de 28 aglomerados populacionais.
Feriado Municipal: 29 de Setembro
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