Vila Nova de Foz Côa

O concelho de Vila Nova de Foz Côa faz parte da antiga província de Trás-os-Montes e Alto-Douro e pertence ao distrito da Guarda. Tem uma área de 381 Km2 e cerca de 9000 habitantes. É banhado pelo Rio Douro, ao Norte, e percorrido no sentido sul-norte pelo rio Côa, de cuja foz recebe o nome. A sua certidão de idade é o foral que o Rei D. Dinis lhe concedeu em 21 de Maio de 1299, renovado pelo mesmo monarca em 24 de Julho de 1314 e reformado pelo Rei D. Manuel em 16 de Julho de 1514. Sendo inicialmente município sobre si mesmo, veio a beneficiar com a extinção de alguns municípios vizinhos, a partir de 1872, passando, desde então, a ser constituído por 17 freguesias. A sede do concelho foi elevada a cidade em 12 de Julho de 1997, tendo categoria de vila as localidades de Almendra, Cedovim e Freixo de Numão.

A sua economia tem por base a agricultura, uma vez que a actividade industrial se resume à extracção de lousas, que se utilizam no embardamento das vinhas e na construção civil, e a um pequeno número de empresas dedicadas à metalo-mecânica.

Mercê do seu micro-clima mediterrânico, nas suas terras predominam a vinha, o olival e o amendoal. Os vinhos são de excelente qualidade e deles sobressai o famoso "vinho fino" ou "generoso" que depois recebe o nome de "vinho do Porto". Dos olivais pode dizer-se que deles se obtém um dos mais apreciados azeites portugueses. Os amendoais, por sua vez, implantados em toda a área do concelho, para além da sua importância económica, tingem de branco e rosa as encostas destes cenários durio-transmontanos nos meses de Fevereiro e Março, proporcionando um espectáculo que atrai a estas paragens milhares e milhares de turistas. Pela área que ocupam e pela sua densidade, Vila Nova de Foz Côa reivindica o título de "Capital da Amendoeira". Nela se realizam, por isso, durante o período da floração, animadas "Quinzenas da Amendoeira em Flor", que constituem um empolgante cartaz.

Todo o concelho é um livro aberto, patenteando os mais diversos motivos de agrado. Castelos, monumentos, castros, "villae" romanas, igrejas, capelas e solares, tudo isso se inclui na lista dos seus valores, com destaque para as gravuras rupestres do Paleolítico Superior, hoje consideradas Património Cultural da Humanidade. Outra riqueza destas terras são as suas paisagens, sempre diferentes e admiráveis, que podem ser apreciadas nos impressionantes miradouros. As gravuras do Vale do Côa e as paisagens do douro Vinhateiro são, num só território caso único, que nos permite dizer com orgulho “FOZ CÔA UM CONCELHO DOIS PATRIMÓNIOS MUNDIAIS”.

Foz Côa