GuardaQuem descobre o Distrito da Guarda e quem vislumbra as suas serranias cobertas pela branca neve no Inverno e de verdes matas no Verão, sentir-se-á irremediavelmente apaixonado por este território e pelas suas encantadoras montanhas, por onde escorregam brincando, o Zêzere, o Douro e o Mondego, numa corrida desenfreada, para ver quem mais rapidamente chega ao mar…

Não fossem estes “três eternos rivais” e o nosso Distrito não seria território de encantadores pomares, olivais, soitos e carvalhais e nem tão pouco poderíamos desfrutar dos socalcos de vinhas que, arriscadamente, se debruçam das montanhas para verem passar ligeiro, o “estrangeiro Douro”.

É precisamente por entre montanhas e vales, onde o Homem, na sua humana teimosia, construiu casas, solares, pelourinhos, castelos e fortalezas, que podemos encontrar um Distrito em que os sentidos, indecisos, se misturam por entre a neve, o queijo da Serra da Estrela, o aroma e o paladar dos bons vinhos.

A Guarda, a sua história, os seus catorze concelhos, as suas trezentas e trinta e seis Freguesias, o seu vasto património cultural e arquitectónico, os seus gostos e sabores, o seu “ar puro” e o seu sentimento raiano envolto por nova consciência de cooperação Ibérica, constituem um irrefutável argumento que justifica, plenamente, a “irremediável paixão” que escorre, dentro de todos aqueles que um dia têm o privilégio de deixar-se envolver no “sentimento do Distrito da Guarda”…